domingo, 2 de outubro de 2011

Rock in Rio - 25/09

O Rock in Rio desse ano está sendo marcado por disputas de espaço entre diferentes gêneros musicais como o axé, com Cláudia Leitte e Ivete Sangalo. Mas uma coisa é certa, o Rock nunca irá perder seu espaço na sociedade. Apesar disso, as atrações de Rock e Heavy Metal ainda dominam o evento. Domingo passado foi um dia memorável para esse gênero, com shows de estrelas nacionais e internacionais no palco Sunset, dando destaque para as bandas Sepultura e Angra. E com a participação de uma estrela que ficou marcada ma memória dos amantes do rock, Tarja Turunen, ex-vocalista da banda Nightwish. Foi o dia que o palco Sunset brilhou.


No palco Mundo, os paulistas da banda Glória abriram a noite. Numa apresentação que deixou a desejar, faltou experiência para cativar cem mil pessoas. As vaias só pararam quando tocaram sucessos da banda Pantera, como “Domination” e a mítica “Walk”. Os americanos do Coheed and Cambria também não conseguiram a satisfação do público, provavelmente porque muitos não conheciam o trabalho da banda, que é uma legítima representante do Heavy Metal, com riffs pesados e vocal rasgado. O público só levantou do seu descanso sentados no chão quando a banda fez um cover da música “The Trooper”, um dos maiores sucessos do Iron Maiden. Porém, show foi bom e a banda é bem técnica mas, quando o público não gosta, fazer o que né?



Na terceira apresentação a multidão estava louca e ansiosa pela apresentação da banda Motörhead. O Deus do metal, Lemmy Kilmister, foi aplaudido antes mesmo do show começar. Cantando clássicos dos seus 35 anos de estrada, como “Tragedy”, “Overkill”, “Going to Brazil” e claro, “Ace of Spades”. Com a excelência na guitarra de Phil Campbell, e a bateria perfeita de Mikkey Dee, a banda foi ovacionada com muitos gritos, digno de uma apresentação dos pais do Metal. A platéia não muito jovem, porém com uma disposição invejável, cantou todos os sucessos dos "Dinossauros do Metal".




A penúltima apresentação foi a que mais surpreendeu a crítica. Os mascarados do Slipknot fizeram o Rock in Rio estremecer. O vocalista Corey Taylor atuou como um frontman de uma banda tão influente deve agir, chamando e agitando o público. A banda de Iowa (EUA) tocou seus maiores sucessos, fazendo a alegria de seus fãs com "Eyeless" e "Wait and Bleed", um dos seus primeiros sucessos. As música "Before I Forget", sucesso do game Guitar Hero III - Legends of Rock, e "Psychosocial" foram cantadas do início ao fim. O DJ da banda, Sid Wilson, se jogou no público durante um dos maiores sucessos da banda, a música "Duality". Quase no final do show, a bateria de Joey Jordison ficou na vertical, finalizando uma das melhores apresentações do Rock in Rio.





A última apresentação foi a mais esperada pela platéia. Sim, Mettalica! A mais influente banda de Thrash Metal. Absolutamente tudo conspirava para um grande show. Na primeira música, "Creeping Death", o público formou um coral, que se estendeu durante toda a apresentação. A segunda, "For Whom The Bell Tolls", com a intro realizada pelo baixista Robert Trujillo, fez os fãs lembrarem o baixista Cliff Burton, que revolucionou a história do baixo elétrico. A sequência de sucessos continuou, com "Ride The Lighting", "Fade to Black", "Fuel" e "All Nightmare Long". O palco escureceu, um show de fogos aconteceu, barulhos de tiro começaram a soar e o grande sucesso "One" começou. Com o solo perfeito de Kirk Hammett, e a bateria inconfundível de Lars Ulrich, o show continuou com "Master of Puppets", "Nothing Else Matters" e "Enter Sandman". As ultimas músicas, "Whiplash" e "Am I Evil?", lembraram o início da banda. O show terminou com "Seek And Destroy", bem ao estilo Metallica, com riffs rápidos e pesados e bateria frenética. Foi um show memorável e que ficou na história, na verdade, esse domingo ficou na história!



E hoje, o último dia do Rock in Rio promete, com Evanescence e System Of a Down. Vamos esperar e curtir o show deles, que concerteza também será um espetáculo.




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